O capitalismo hoje não é como era há cinquenta anos. Muita coisa mudou incluindo o crescimento das cadeias globais de produção e a produção desarticulada, bem como da centralidade das finanças, dos direitos de propriedade intelectual e da economia digital. Nesse sentido, este campo de pesquisa se dedica a estudos sobre o imperialismo e os processos de financeirização, ofensiva neoliberal, reestruturação produtiva, espoliação dos bens naturais e acumulação predatória dos recursos estratégicos.


Observatório da Questão Agrária

Neste boletim, apresentamos as contradições entre a propaganda do agronegócio em torno das crescentes safras dos últimos anos e o aumento da fome no país, o desmatamento e o volume dos agrotóxicos. A pandemia tem provocado um aumento do interesse dos grandes fazendeiros em digitalizar suas operações, tornando o Brasil um atrativo para que empresas de tecnologia do setor utilizem o país como plataforma de expansão de suas atividades para a América Latina.


Neste boletim damos continuidade a discussão sobre o controle de terras por estrangeiros no país e os diferentes posicionamento dos ruralistas sobre o tema. A aprovação do Fiagro no Congresso e a atuação do capital financeiro no financiamento do agronegócio também são temas deste número. Por fim, trazemos as notícias sobre os movimentos de concentração, centralização e internacionalização das empresas do agronegócio no Brasil.


Observatório da Financeirização

Já passaram-se três meses do ano, e os problemas da educação continuam os mesmos: cortes no orçamento, precarização da infraestrutura tecnológica, aulas presenciais sem condições sanitárias e predomínio dos interesses privados. Mas aos poucos, a sociedade começa a reagir e impor algumas derrotas ao autoritarismo do governo.


O ano de 2021 começou mal. Parte dos problemas se devem ao corte dos investimentos na educação que vem desde o ano passado. Com poucos recursos e com o agravamento da pandemia, seria de se esperar que as escolas continuassem fechadas. Mas redes privadas de ensino, governadores e prefeitos insistem que é a hora de voltar às aulas, enquanto os educadores lutam para manter as escolas fechadas. Enquanto o governo se move pela ética do autoritarismo, os grandes grupos educacionais apostam na criação de novas oportunidades de negócio com a crise.