Dossie

Este dossiê enfoca os Programas da Comunidade Negra, uma série de projetos iniciados em 1972 que serviram como a implementação prática da filosofia da Consciência Negra para dar às pessoas negras o poder de se tornarem autoconfiantes. Na prática, esses programas incluíam a criação de publicações e pesquisas, centros de saúde, fábricas para empregar os economicamente marginalizados e um fundo para atender às necessidades básicas de egressos do sistema penal, bem como doações para outros projetos.
Este dossiê analisa os diferentes efeitos da pandemia sobre a educação brasileira desde a chegada da pandemia de Covid-19 no país, buscando compreender como se deu o avanço da lógica mercantil sobre este setor e como as grandes corporações se aproveitaram para tirar vantagens do contexto de crise. Neste sentido, o documento avalia a atuação das corporações privadas, as mudanças no modelo de educação, as consequências para os trabalhadores do setor e os desafios de um programa de luta.
A presença duradoura de bases militares estrangeiras na África continua a fragmentar e enfraquecer as instituições dos Estados africanos, impedindo a unidade e soberania africanas e subordinando as aspirações do continente à consolidação pan-africana. Examinando funções de gendarme e a geopolítica, dossiê n. 42 explora como a presença de militares estrangeiros na África continua a impedir o povo africano em sua busca dos dois princípios mais importantes do pan-africanismo: unidade política e soberania territorial.
Apesar de a Índia ter alcançado um certo nível de autossuficiência na produção de alimentos ao longo das décadas, a crise agrária crônica, muitas vezes se manifesta em suicídios de agricultores, persiste. Este dossiê traça as causas dessa crise, que remontam aos dias do domínio colonial britânico e às escolhas feitas pelo Estado indiano em vários momentos desde a independência.
O Brasil vivencia uma situação reacionária liderada pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, que conta com apoio social e o aval das classes dominantes e das Forças Armadas. Enquanto isso, a esquerda brasileira busca se recompor e recriar base social na tentativa de retomar a condução política do país. Por meio de entrevistas com lideranças de partidos e movimentos, nosso dossiê 40 analisa os desafios da esquerda brasileira diante de um cenário tão adverso.
Como está Honduras doze anos após o golpe de Estado de 2009? Nosso dossiê 39 analisa a situação do país caribenho na última década, especialmente após o golpe de Estado contra Zelaya, em 2009, articulado entre a oligarquia hondurenha e o governo dos EUA. O documento também examina o assassinato de Berta Cáceres, a desaparição forçada de cinco integrantes da comunidade Garífuna em julho de 2020 e a resistência do povo hondurenho.
Este dossiê narra as experiências das argentinas no enfrentamento à crise sanitária, econômica e social. Ao trazer contundes relatos, o documento conta como, a partir dos territórios e das comunidades, as mulheres argentinas se organizaram em redes de solidariedade para dar conta da ausência do Estado, da violência doméstica, da fome, do desemprego, dos despejos e da falta de cuidados com a saúde pública aprofundadas em 2020.
Dossiê nº 37 é um convite ao diálogo, uma conversa sobre a tradição enredada do marxismo e da libertação nacional que emerge da Revolução de Outubro e que aprofunda suas raízes nos conflitos anticoloniais dos séculos XX e XXI. Esta é uma introdução a uma conversa ampla que inclui muitos movimentos revolucionários diferentes, principalmente com raízes nos continentes da África, Ásia e América Latina.
No final da Segunda Guerra Mundial, com as potências europeias gravemente enfraquecidas, os Estados Unidos – a mais poderosa das colônias europeias de povoamento – assumiram a gestão neocolonial do planeta. Agora, quase oitenta anos depois, a primazia dos Estados Unidos entra em seu crepúsculo. Este dossiê explora o surgimento de uma nova guerra fria imposta pelos Estados Unidos à China e as formas de guerra híbrida utilizadas contra países considerados uma ameaça.

Estudos

“Reerguidos das ruínas”, a primeira edição da nova série de Estudos sobre a República Democrática Alemã (RDA), aborda a fundação da RDA após a Segunda Guerra e reconstrói seu desenvolvimento de um Estado democrático antifascista para um de natureza socialista. O estudo aborda a eficiência econômica da RDA, suas conquistas e contradições, enquanto destaca aspectos centrais de sua sociedade socialista como a organização coletiva em empresas estatais, a economia planejada e o internacionalismo.
Este estudo aborda a vida e o legado de Kanak Mukherjee, uma lutadora popular que nasceu em Bengala (Índia), em 1921. A rica trajetória de sua militância nos ensina sobre a história das mulheres que se dedicaram a lutas locais, nacionais e internacionais que fizeram conexão entre as lutas pelos direitos das mulheres às mobilizações anticapitalistas e anti-imperialistas por todo o século 20.
O surgimento da pandemia do novo coronavírus exacerbou e elucidou o abismo entre Estados socialistas e capitalistas. Nos primeiros, a preocupação com as vidas humanas acima do lucro deu a linha para a ação estatal e civil, resultando em menores taxas de infecção e fatalidade, enquanto os Estados capitalistas negaram a gravidade do problema e permitiram que o setor privado lucrasse às custas da saúde pública. Neste estudo, examinamos Cuba, Vietnã, Venezuela e o estado indiano de Kerala para investigar como essas regiões socialistas do mundo conseguiram lidar com o vírus de maneira mais eficaz.
Em meio à pandemia de Covid-19, o governo dos Estados Unidos dedicou fartos recursos para aumentar o ataque contra seus adversários  – principalmente contra a Venezuela – desde o aumento das sanções até uma invasão frustrada, passando pela ingerência em instituições internacionais como o FMI. Este estudo analisa profundamente a guerra híbrida liderada pelos EUA contra a Venezuela, desmascarando as falsas narrativas criadas para apoiar esse ataque.
Esse é o primeiro de uma série de estudos sobre o CoronaChoque, cada um com várias partes. Está composto de três artigos sobre como a China identificou o novo coronavírus e como o governo e a sociedade lutaram contra sua propagação, assim como uma entrevista com Li Zhong, um artista de Xangai.
Vivemos numa época em que trabalhadoras e trabalhadores enfrentam golpes esmagadores da política neoliberal e buscam resistir a estes impactos. As mulheres são as primeiras a sentir os efeitos da crise econômica, com a precarização do trabalho, aumento da informalidade e salários mais baixos.