Liberdade para Julian Assange: Alerta Vermelho n. 13

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Quem é Julian Assange e o que é o WikiLeaks?

Julian Assange é um jornalista e editor australiano que co-fundou o WikiLeaks em 2006. O WikiLeaks é um site projetado para publicar documentos vazados anonimamente por funcionários de governos e corporações. O projeto foi inspirado na divulgação feita por Daniel Ellsberg, em 1971, dos Pentagon Papers, um documento interno do governo dos EUA que mostrava a extensão de suas mentiras ao prosseguir com a guerra no Vietnã. Entre 2006 e 2009, o WikiLeaks publicou uma série de documentos importantes que continham revelações como a lista de membros do Partido Nacional Britânico fascista (2008), o escândalo do petróleo Petrogate no Peru (2009) e um relatório sobre o ataque cibernética dos EUA e Israel contra as instalações de energia nuclear no Irã (2009). Em 2013, a Federação Internacional de Jornalistas chamou o WikiLeaks de “uma nova geração de organização de mídia baseada no direito do público de saber”.

Em 2010, enquanto estava no Iraque, a analista de inteligência do Exército dos EUA Chelsea Manning baixou centenas de milhares de documentos, incluindo vídeos, de servidores do governo dos EUA. Ela os enviou ao WikiLeaks com uma mensagem, que dizia: “Este é possivelmente um dos documentos mais significativos do nosso tempo, removendo a névoa da guerra e revelando a verdadeira natureza da guerra assimétrica do século XXI”. Em novembro de 2010, o WikiLeaks se associou a grandes jornais (Der Spiegel, El Pais, The Guardian, Le Monde, The New York Times) para publicar os telegramas diplomáticos (CableGate) que vieram de documentos de Manning. O Wikileaks também publicou os Registros da Guerra do Iraque e os Diários da Guerra do Afeganistão, que continham materiais que sugeriam que as forças dos EUA haviam cometido crimes de guerra nos dois países. Entre esses documentos estava um vídeo classificado, de 2007, mostrando forças dos EUA matando civis, incluindo funcionários da organização de notícias Reuters. Esse vídeo, divulgado pelo WikiLeaks como Assassinato Colateral, teve um enorme impacto na opinião pública sobre a natureza da guerra dos EUA.

Em novembro de 2010, o procurador-geral dos EUA, Eric Holder, disse que seu escritório havia aberto “uma investigação criminal ativa e em andamento” contra o WikiLeaks.

 

Por que Julian Assange está na prisão de Belmarsh, em Londres?

No início de dezembro de 2010, políticos dos EUA pediram ao governo estadunidense que processasse Assange sob a Lei de Espionagem (1917). Alegações de agressão sexual na Suécia colocaram Assange em uma armadilha legal. Embora disposto a retornar à Suécia para enfrentar as acusações, ele queria um compromisso de que a Suécia não o extraditaria para os EUA, onde enfrentaria prisão perpétua por possíveis acusações de espionagem. A Suécia, em estreita relação com os EUA, recusou-se a fazer esse compromisso. Em 2012, Assange recebeu asilo na embaixada do Equador em Londres. Em abril de 2019, o governo do Equador – em troca do que considerou um acordo favorável com o Fundo Monetário Internacional – entregou Assange às autoridades britânicas. Assange foi levado para a prisão de Belmarsh para aguardar audiências de extradição não para a Suécia, que havia desistido de sua investigação, mas para os Estados Unidos.

O governo dos EUA indiciou Assange por 18 acusações relacionadas à obtenção e publicação de documentos confidenciais, que podem resultar em uma sentença de até 175 anos de prisão. No entanto, 17 dessas acusações só foram incorporadas depois que Assange entrou sob custódia britânica. Inicialmente, Assange foi acusado apenas de conspirar com Manning para decifrar uma senha e invadir o sistema de computadores do Pentágono, que por si só carrega uma pena de prisão curta de até 5 anos. O problema aqui, ao que parece, é que o governo dos EUA não tem evidências de que Assange conspirou com Manning para invadir servidores dos EUA; Manning diz que agiu sozinha na aquisição e entrega dos documentos ao WikiLeaks.

Assim, o governo dos EUA procura trazer Assange para os EUA para ser julgado sob a Lei de Espionagem por solicitar, obter e depois publicar informações classificadas – em outras palavras, precisamente o trabalho de um jornalista investigativo. É pelo jornalismo, portanto, que Assange está sendo processado.

 

O que você pode fazer para libertar Julian Assange?

Mobilize-se. Vá às ruas em 25 de fevereiro de 2022. Proteste em frente às embaixadas e consulados do Reino Unido e dos Estados Unidos. Exija que esses governos respeitem o direito internacional e os direitos fundamentais de Julian Assange.

Mande uma carta. Assine esta carta redigida pela Assembleia Internacional dos Povos e envie-a à sua embaixada ou consulado britânico local, pedindo que respeitem suas responsabilidades legais.

Participe. Siga a Assembleia Internacional dos Povos nas redes sociais para saber mais sobre o caso de Assange e suas contribuições para a luta anti-imperialista. Compartilhe nossos materiais com suas comunidades e movimentos. Ajude-nos a divulgar por que devemos #FreeAssangeNOW! Increva-se online para participar do Tribunal de Belmarsh para libertar Julian Assange.