Dossie

O fato das maiores corporações da atualidade serem do ramo da Tecnologia da Informação nos leva a uma preocupação permanente com o uso de dados para repressão, controle e vigilância. Este dossiê busca compreender as dinâmicas do capitalismo contemporâneo, as transformações tecnológicas e seus desdobramentos sociais a partir da luta de classe, debatendo o papel dos dados digitais e das empresas de tecnologia.
Apesar das restrições de suas condições socioeconômicas, as mulheres indianas encontraram sua voz coletiva para lutar por seus direitos. Um movimento vibrante de mulheres em várias partes da Índia tem lutado contra a apatia do Estado em relação às suas condições, obtendo grandes e pequenas vitórias na afirmação dos direitos constitucionais das mulheres como cidadãs e trabalhadoras.
Este dossiê enfoca os Programas da Comunidade Negra, uma série de projetos iniciados em 1972 que serviram como a implementação prática da filosofia da Consciência Negra para dar às pessoas negras o poder de se tornarem autoconfiantes. Na prática, esses programas incluíam a criação de publicações e pesquisas, centros de saúde, fábricas para empregar os economicamente marginalizados e um fundo para atender às necessidades básicas de egressos do sistema penal, bem como doações para outros projetos.
Este dossiê analisa os diferentes efeitos da pandemia sobre a educação brasileira desde a chegada da pandemia de Covid-19 no país, buscando compreender como se deu o avanço da lógica mercantil sobre este setor e como as grandes corporações se aproveitaram para tirar vantagens do contexto de crise. Neste sentido, o documento avalia a atuação das corporações privadas, as mudanças no modelo de educação, as consequências para os trabalhadores do setor e os desafios de um programa de luta.
A presença duradoura de bases militares estrangeiras na África continua a fragmentar e enfraquecer as instituições dos Estados africanos, impedindo a unidade e soberania africanas e subordinando as aspirações do continente à consolidação pan-africana. Examinando funções de gendarme e a geopolítica, dossiê n. 42 explora como a presença de militares estrangeiros na África continua a impedir o povo africano em sua busca dos dois princípios mais importantes do pan-africanismo: unidade política e soberania territorial.
Apesar de a Índia ter alcançado um certo nível de autossuficiência na produção de alimentos ao longo das décadas, a crise agrária crônica, muitas vezes se manifesta em suicídios de agricultores, persiste. Este dossiê traça as causas dessa crise, que remontam aos dias do domínio colonial britânico e às escolhas feitas pelo Estado indiano em vários momentos desde a independência.
O Brasil vivencia uma situação reacionária liderada pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, que conta com apoio social e o aval das classes dominantes e das Forças Armadas. Enquanto isso, a esquerda brasileira busca se recompor e recriar base social na tentativa de retomar a condução política do país. Por meio de entrevistas com lideranças de partidos e movimentos, nosso dossiê 40 analisa os desafios da esquerda brasileira diante de um cenário tão adverso.
Como está Honduras doze anos após o golpe de Estado de 2009? Nosso dossiê 39 analisa a situação do país caribenho na última década, especialmente após o golpe de Estado contra Zelaya, em 2009, articulado entre a oligarquia hondurenha e o governo dos EUA. O documento também examina o assassinato de Berta Cáceres, a desaparição forçada de cinco integrantes da comunidade Garífuna em julho de 2020 e a resistência do povo hondurenho.
Este dossiê narra as experiências das argentinas no enfrentamento à crise sanitária, econômica e social. Ao trazer contundes relatos, o documento conta como, a partir dos territórios e das comunidades, as mulheres argentinas se organizaram em redes de solidariedade para dar conta da ausência do Estado, da violência doméstica, da fome, do desemprego, dos despejos e da falta de cuidados com a saúde pública aprofundadas em 2020.

Estudos

“Reerguidos das ruínas”, a primeira edição da nova série de Estudos sobre a República Democrática Alemã (RDA), aborda a fundação da RDA após a Segunda Guerra e reconstrói seu desenvolvimento de um Estado democrático antifascista para um de natureza socialista. O estudo aborda a eficiência econômica da RDA, suas conquistas e contradições, enquanto destaca aspectos centrais de sua sociedade socialista como a organização coletiva em empresas estatais, a economia planejada e o internacionalismo.
Este estudo aborda a vida e o legado de Kanak Mukherjee, uma lutadora popular que nasceu em Bengala (Índia), em 1921. A rica trajetória de sua militância nos ensina sobre a história das mulheres que se dedicaram a lutas locais, nacionais e internacionais que fizeram conexão entre as lutas pelos direitos das mulheres às mobilizações anticapitalistas e anti-imperialistas por todo o século 20.
O surgimento da pandemia do novo coronavírus exacerbou e elucidou o abismo entre Estados socialistas e capitalistas. Nos primeiros, a preocupação com as vidas humanas acima do lucro deu a linha para a ação estatal e civil, resultando em menores taxas de infecção e fatalidade, enquanto os Estados capitalistas negaram a gravidade do problema e permitiram que o setor privado lucrasse às custas da saúde pública. Neste estudo, examinamos Cuba, Vietnã, Venezuela e o estado indiano de Kerala para investigar como essas regiões socialistas do mundo conseguiram lidar com o vírus de maneira mais eficaz.
Em meio à pandemia de Covid-19, o governo dos Estados Unidos dedicou fartos recursos para aumentar o ataque contra seus adversários  – principalmente contra a Venezuela – desde o aumento das sanções até uma invasão frustrada, passando pela ingerência em instituições internacionais como o FMI. Este estudo analisa profundamente a guerra híbrida liderada pelos EUA contra a Venezuela, desmascarando as falsas narrativas criadas para apoiar esse ataque.
Esse é o primeiro de uma série de estudos sobre o CoronaChoque, cada um com várias partes. Está composto de três artigos sobre como a China identificou o novo coronavírus e como o governo e a sociedade lutaram contra sua propagação, assim como uma entrevista com Li Zhong, um artista de Xangai.
Vivemos numa época em que trabalhadoras e trabalhadores enfrentam golpes esmagadores da política neoliberal e buscam resistir a estes impactos. As mulheres são as primeiras a sentir os efeitos da crise econômica, com a precarização do trabalho, aumento da informalidade e salários mais baixos.