A agenda econômica dessa semana foi marcada pela aprovação da autonomia do Banco Central e por alguns resultados do IBGE. Dessa forma, debatemos o que está em jogo com as mudanças no BC, o ritmo da atividade econômica brasileira e a inserção da nossa economia no sistema mundo.


Metas de vacinação ameaçam a retomada econômica; Biden sinaliza o tom da disputa com a China; já no Brasil, reformas liberais, medidas emergenciais e teto dos gastos não permitem fechar a conta. Pressionado por caminhoneiros que deflagraram uma greve esta semana, Bolsonaro reúne ministros e Petrobras para discutir preço dos combustíveis.


No Giro Econômico dessa semana, destacamos três principais temas para a conversa. O primeiro trata-se das perspectivas para a economia global na visão do FMI e uma comparação com os dados do Banco Mundial; o segundo sobre o Monitoramento dos Investimentos Estrangeiros Diretos no ano de 2020 e as perspectivas para 2021; e por fim, o estudo do Vírus da Desigualdade feita pela Oxfam e o debate no Brasil sobre o Auxílio Emergencial e Teto de Gastos.


A América Latina e Caribe está se “desintegrando” comercial e produtivamente desde meados da última década; a pandemia deixou esse quadro ainda mais traumático. O Brasil teria condições de produzir os insumos das vacinas em território nacional com a quebra de patentes se houvesse investimentos no complexo da saúde. Contudo, o país caminha no sentido contrário, com corte dos investimentos na área. As perspectivas para a economia brasileira nesse início de ano não são nada promissoras, como já era o esperado. A tão defendida recuperação em V não parece se concretizar.


Segundo o Banco Mundial, a pandemia causou queda na renda per capita em mais de 90% dos países emergentes e deslocou milhões de pessoas de volta a pobreza. Vijay e John Ross debatem a importância política do acordo firmado entre China e UE em dezembro de 2020. O fechamento das plantas da Ford no Brasil pode levar a mais de 52 mil postos de trabalho fechados entre diretos e indiretos só nesse ano. A inflação medida pelo INPC fechou o acumulado do ano em 5,45%, só os alimentos tiveram uma variação de 15,53%.