Pensar na fé da classe trabalhadora é lembrar que os evangélicos partilham experiências de uma vida precarizada pelo neoliberalismo. Excluir a dimensão do corpo na fé é um erro, tanto dos religiosos quanto do campo progressista político.


O capitalismo do século XXI, dirigido pela efemeridade e pela busca fugaz de lucros instantâneos, prescinde de qualquer compensação humana.


Ambos analisaram com profundidade a realidade brasileira, cada quem na sua área. Furtado foi nosso maior pesquisador da formação econômica do Brasil. Florestan analisou como ninguém as classes sociais, a desigualdade, as mazelas do racismo de uma sociedade com origens escravocratas.


Quando aqueles que querem acelerar o trilho da barbárie diante da pandemia afirmam que “preservar as economias implica aceitar perdas de vida”, eles não deixam de expressar de forma distorcida uma “verdade”: sim, a lógica econômica de nossas sociedades é cada vez mais a aceleração de um processo crescentemente hostil à vida.


O Brasil encaminha-se para se tornar um problema de saúde global, vira as costas ao mundo e segue na contramão.